VOU DAR UMA VIAJADINHA, TOMAR UMA CHAMPANHEZINHA, VER UNS FÓGUINHOS (DE FOGOS E NÃO DE FOG, OK?) E EM 2009 ESTAREI DE NOVO AQUI, FIRME E FORTE DE OLHO NOS RABOS DEIXADOS PELOS DESCUIDADOS NESTE MUNDO DA CRIAÇÃO.
FELIZ 2009 A TODOS, AOS QUE GOSTAM E AOS QUE AINDA NÃO ENTENDERAM.
Muito bom esse case criado por JESSE KIRSH, marca, embalagens, tudo impecável.
Vale a sutileza do chocolate escorrendo na logo, vale o relevo nas latas, os "patterns" simulando as barras de chocolate no papel da embalagem, vale a tipografia, enfim, belo material.
Vejam o background da apresentação oficial do Ronaldo no Corinthians, o design passou longe dali, o negócio é um caos visual completo, nada de proporções, nada de simetrias ou qualquer que seja a ordem visual escolhida. Só a título de curiosidade, separei os 3 backgrounds dos principais times de SP para uma rápida comparação.
Ai, ai... ficou uma bela colcha de retalhos, como há muito não via.
Se tem uma coisa que eu gosto, é quando as marcas extrapolam o seu universo de atuação e tornam-se referências em outros nichos. A Pantone há tempos vem estimulando designers do mundo todo a criarem produtos tendo como tema a sua marca.
Os produtos vão desde bolsas, canecas, mobiliários, pins, até o melhor e mais interessante deles na minha opinião, o panettone. Sim, Pantone x panettone, o jogo de palavras aliado ao conjunto de cores, deixa qualquer um simpático ao produto, que são caixas personalizadas em tons Pantone com o nome escrito exatamente como na paleta de cores. Não tem como alguém não perceber ao ver as caixas, que ali está acontecendo algo diferente, mesmo os leigos vão notar isso, podem não entender nada, mas vão notar com certeza.
Bom, vão dizer, nada mais natural para uma empresa fabricante de produtos voltados ao design, do que usar esse mercado a seu favor, fomentar a sua criatividade e assim “alavancar” (ai, ai, depois da bolsa, muita gente congela ao ouvir essa palavra) sua imagem junto ao mercado, mais ou menos como a Apple faz, cria uma legião de consumidores , seguidores, defensores, disseminadores dos seus produtos e da sua filosofia e os mantém fiéis a base de inovações comportamentais e de estilo.
Esse tipo de expansão não é para qualquer marca, não permite que qualquer tipo de pessoa ou mídia dite seus caminhos, ela é natural, fruto de uma comunicação sólida, de uma personalidade forte e repleta de nuances que cativam o mesmo público diariamente, gerando um ciclo de troca entre a marca e seu público. Usar qualquer um destes dois produtos é cool, moderno, descolado, é demais mesmo, torna o seu usuário uma referência entre seus semelhantes, ah claro, no nosso mundinho cheio de cores Pantone, computadores Apple, tênis All Star e cavanhaques estilosos. Será que é assim também lá fora?
Um alienígena no mundo do design compreenderia o valor de um destes produtos? Será que deveria compreender, ou se compreendesse estragaria essa magia toda? Será que existe mesmo essa magia ou estou vendo coisa?
Acabo de receber esta indicacão de evolução de marca e aqui vão meus pontos de vista a respeito:
CORES?
Nada de mudança, nem mesmo o copo vermelho, nadinha. Nada mudou, nada a comentar.
SÍMBOLO?
O urso foi redesenhado num estilo cheio de iluminação, volumes e tal, até aí, tudo bem com uns ajustes de proporção aqui e outros acolá, mas tenho muitas restrições quanto a sua nova expressão facial, que se na versão anterior era de fadiga e cansaço, na atual ficou meio estrábico e ameaçador, o que não condiz com a imagem real de um panda.
TIPOGRAFIA?
Seis por meia-dúzia.
CONJUNTO?
Esse verde de fundo interfere, mas como não deve fazer parte da marca, também não mudou lhufas.
AFINAL, HOUVE MELHORA?
Sim.
SIGNIFICATIVA?
Não.
A agência responsável pelo projeto, foi a LAO TSE, que tem feito bons trabalhos principalmente em direção de arte aqui na província. Neste job, não sei se por influência do cliente ou não, não conseguiu repetir a dose.
Quando vi esse tema no COMUNICADORES.INFO, não pude deixar passar. Um restaurante só de churros, é de deixar a gente com água na boca e azia no estômago, rerere...
Nem sabia que churro era um doce de origem espanhola,
Nem sabia que na maioria dos países, ele não possui recheio,
Nem sabia deste restaurante na Califórnia e da sua proposta inovadora e ousada.
Enfim, de churro só sabia do sabor maravilhoso e da azia desgraçada.
Vejam o design da embalagem e a variedade dos sabores e apresentação do produto. Criar diferencial é isso, quando achamos que vimos de tudo, nananinanão...